Nome de baptismo: Eduardo Dias
Data de nascimento: 17/10/1925
Local de nascimento: Benfeita - ARGANIL
Data de falecimento: 16/01/2023
Local de falecimento: Coimbra - H.U.C.
Sepultado em: Cemitério de Benfeita - ARGANIL
Localização: Sepultura 158
Responsável: Site da Benfeita - 19/02/2023

Eduardo Dias

EDUARDO DIAS

1925-2023

Eduardo Dias, carpinteiro de profissão, nasceu na Benfeita em 17 de Outubro de 1925. Era filho de António Dias Gonçalves (23/11/1882* - 16/05/1936†), da Benfeita, comerciante, e de Maria Amabília Quaresma (03/09/1893* - 29/12/1989†) da Esculca, Côja, doméstica, unidos pelos laços matrimoniais na Igreja Matriz da Benfeita, em 09/09/1915, sendo neto paterno de José Dias Gonçalves, da Benfeita, comerciante, e de Amélia Augusta da Expectação, da Benfeita, doméstica, e materno de António Bernardo, de Côja, proprietário, e de Maria da Natividade, da Benfeita, doméstica.
Seu pai faleceu novo, com 53 anos de idade, nos Hospitais da Universidade de Coimbra, aonde se havia deslocado para fazer uma cirurgia abdominal, não tendo resistido, tendo sido sepultado no Cemitério da Conchada, nessa cidade, e deixado a sua viúva com 5 filhos menores.

Era irmão de: José Dias Quaresma (23/01/1916* - 21/07/1958†), que casou com Maria Fernanda Frias da Gama, em 11/04/1942; Artur Dias Quaresma (08/01/1919* - 11/09/1940†), que casou com Emília da Encarnação Simões, em 18/01/1939; Alberto Bernardo Dias (11/06/1920* - 12/06/1989†), que casou com Lucinda de Assunção Nunes Dias, em 17/04/1952, pais do «Carlos da Capela»; e Patrocínia Dias (28/10/1923* - 24/07/1994†), que casou com Adelino Francisco Nunes «Péssimo», em 22/07/1944.

Foi para Moçambique, em 1945, depois da inauguração da Torre Salazar, com carta de chamada do seu irmão Alberto, que já lá estava há alguns anos a trabalhar, tendo sempre permanecido no distrito de Cabo Delgado, onde começou a trabalhar no Ministério das Obras Públicas, ligado à construção de pontes, tendo lá trabalhado durante cinco anos.
Regressou à Benfeita, onde se casou, em 1 de Setembro de 1951, com 25 anos de idade, com Gilberta dos Santos Nunes, de 18 anos, doméstica, filha de José Nunes da Costa Júnior e de Maria José dos Santos Nunes, tendo voltado a Moçambique com a sua mulher para, com o seu irmão, montarem um negócio de corte e venda de madeiras, em Nacala; mas acabaram por se dedicar ao comércio geral, tendo chegado a administrar 5 cantinas, nas zonas de Nampula e Porto Amélia, três alugadas e duas de sua propriedade.

Tiveram dois filhos, em Moçambique: o Vitor Manuel Nunes Dias, que nasceu na Ilha de Moçambique em 03/05/1953, mais tarde médico urologista nos Hospitais da Universidade de Coimbra, e que viria a casar com a Drª Maria Clara Morais Rodrigues, médica na Maternidade Daniel de Matos, que lhes deram dois netos: Maria Joana Morais Rodrigues Dias e João Pedro Morais Rodrigues Dias; e Maria da Graça Nunes Dias, que nasceu em 29/08/1960, em Porto Amélia, e viria a casar na Benfeita, em 03/07/1982, com Alberto Gonçalves Joaquim, filho de Armando Joaquim, moleiro, e de Dorinda de Nazaré Gonçalves, doméstica, todos da Benfeita e que lhes deram mais uma neta, a Cátia Alexandra Dias Gonçalves, que nasceu em Lisboa, em 21/07/1983 e licenciou-se em Radiologia.

Regressou de Moçambique com a família, em 1966, tendo ficado a residir inicialmente em Coimbra, e fixado residência, mais tarde, na Benfeita.

Comemorou as suas bodas de ouro matrimoniais, em 01/09/2001, na Igreja de Santa Cecília, na Benfeita, com missa de Acção de Graças celebrada pelo Padre Dr. António Dinis, com acompanhamento pela Banda Filarmónica Pátria Nova, seguida de um grande almoço e animada festa de convívio com cerca de 150 pessoas, entre familiares e amigos, que terminou já tarde, em grande alegria.

Faleceu em 16 de Janeiro de 2023, com 97 anos de idade, nos Hospitais da Universidade de Coimbra, aonde havia ido fazer um exame médico com anestesia geral, e da qual já não viria a despertar, tendo deixado a sua viúva, com 89 anos de idade, no Lar de Idosos do Centro Social da Benfeita, onde também ele residia, embora mantivessem a sua excelente moradia na Benfeita.

O Eduardo Dias era muito conhecido na Benfeita por ser um homem bom, afável e cordial, tendo sempre uma palavra amiga para quem o procurava, e estava sempre pronto a prestar o seu contributo para esclarecer algum acontecimento longínquo que se encontrasse mais perdido na névoa do tempo, graças à sua excelente memória, situação que lhe permitia ser um bom contador de histórias.
Valorizava sempre o lado positivo da vida, gostando de conviver com os amigos, de se divertir e de cantar, nomeadamente o Fado, tendo feito parte do Grupo Coral da Benfeita.
Era também uma pessoa muito dedicada à sua terra, sendo por isso um homem que será sempre recordado com muita simpatia e saudade por muitas pessoas e por todos os seus incontáveis amigos.

Vivaldo Quaresma

MEMÓRIA FOTOGRÁFICA

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