BENFEITA.BLOG.2018



SITE DA BENFEITA - 14/08/2018

HOMENAGEM A ANTÓNIO MARTINHO

António Martinho A população da Benfeita homenageou, hoje, António Quaresma Martinho que presidiu à Junta de Freguesia da Benfeita, de 26/12/1997 a 09/10/2005, com Artur Nunes da Costa (secretário) e Rogério Simões Martins (tesoureiro), no espaço do Quiosque da Benfeita, onde foi inaugurada uma modesta placa comemorativa colocada numa coluna triangular de granito, em sua honra, em reconhecimento pelo seu esforço e empenhamento pessoal durante a sua gestão autárquica, tendo sido enaltecidos, nos diversos discursos proferidos, a sua dedicação, vontade inabalável e competência, nos diversos projectos que desenvolveu e concretizou, e que proporcionaram à freguesia e aos seus habitantes uma significativa melhoria da sua qualidade de vida.

António Quaresma Martinho nasceu na Dreia, freguesia da Benfeita, no dia 24 de Fevereiro de 1933, exerceu a profissão de carpinteiro na Benfeita, de 1947 a 1958, tendo emigrado para a República da África do Sul, onde permaneceu até Janeiro de 1992. Durante esta longa ausência acumulou saberes e saudades da sua terra e dos seus amigos e logo que teve oportunidade, regressou ao seu país e ao seu torrão natal.
Ocupou o resto do ano de 1992 com a criação de condições de habitabilidade e conforto da sua casa, ao mesmo tempo que ia tomando contacto com as necessidades da sua terra que gostaria de ver satisfeitas.
Em 1993, é convidado para integrar os órgãos da Fábrica da Igreja Paroquial da Benfeita, assumindo a gestão da tesouraria e, a partir daí, a sua actividade associativa, humanitária e religiosa nunca mais parou.


O Presidente da Câmara e o professor Carlos Dias (Carlos da Capela), usando da palavra

O homenageado, o Presidente da Câmara e o Presidente da Junta de Freguesia

José da Costa Pinheiro descerra o monumento e recolhe a bandeira da freguesia

O Eng.Rui Miguel da Silva, que foi presidente da Câmara quando o homenageado foi Presidente da Junta de Freguesia

Esta homenagem só foi possível graças ao envolvimento do povo da freguesia; dos elementos da Comissão de Toponímia; do Presidente da Câmara de Arganil Dr. Luís Paulo da Costa; do antigo Presidente da Junta de Freguesia da Benfeita Alfredo Gonçalves Martins e do actual, José da Costa Pinheiro; do Presidente da Assembleia de Freguesia Horácio Pedro; do Professor Carlos Dias e do Arquitecto Jorge Gonçalves, que concebeu o monumento, desenhou e acompanhou até ao produto acabado, sem quaisquer encargos; da Fábrica da Igreja Paroquial e do Centro Social Paroquial da Benfeita.


Os antigos membros da equipa da Junta de Freguesia da Benfeita (1997-2005)

Carlos Cerejeira exibe o vaso artístico oferecido ao homenageado pela Editorial Moura Pinto

Carlos Cerejeira e o Padre Daniel Rodrigues conversam com o homenageado

Aspecto do magnífico lanche-convívio oferecido pela Organização a todos os presentes

Sobre o homem solidário, o amigo e o benfeitense António Martinho, Carlos Cerejeira, membro da Comissão Organizadora desta homenagem, deixa-nos o seguinte depoimento:

«Falar de António Martinho é falar de alguém dotado de grande inteligência, organização e qualidades de trabalho que sempre colocou ao serviço dos outros, mais do que em seu próprio benefício! Um homem solidário e um homem de partilha pois nas suas relações pessoais e institucionais sempre cultivou a Harmonia e a Amizade, atributos que o ajudaram a alcançar alguns objectivos no desempenho das suas funções sociais e comunitárias.
Na sua acção como tesoureiro da Fábrica da Igreja Paroquial e como membro dos órgãos sociais do Centro Social, foi ainda Presidente da Comissão de Embelezamento do Santuário de Nossa Senhora das Necessidades, onde deixou visível a marca do seu bom gosto, organização e gestão, tendo recuperado as capelas, construído infra-estruturas de lazer e legalizado o Património disperso da Fábrica da Igreja.
Como Presidente da Junta de Freguesia revelou o seu grande amor à Benfeita, com o seu espírito, iniciativa e persistência, aproveitando os apoios financeiros disponibilizados no âmbito do 3º Quadro Comunitário de Apoio, com o objectivo de requalificar e infra-estruturar a aldeia, integrando-a com sucesso na Rede das Aldeias de Xisto.
Só esta obra justificaria um reconhecimento público ao seu mentor; mas, António Martinho, desdobrou-se em múltiplas funções com um único objectivo: Servir apaixonadamente a sua terra!
Esta homenagem é um dever de cidadania que atesta a sua grandeza de carácter e o sincero agradecimento de todo o povo da freguesia».

VIVALDO QUARESMA


SITE DA BENFEITA - 19/07/2018

Os riscos de inundação na Benfeita!

A ribeira encheu!A Benfeita, devido à sua particular localização geográfica, sempre esteve sujeita a inundações de maior ou menor intensidade e gravidade, ao longo dos anos. Para isso, concorrem as vertentes dos montes que rodeiam todo o vale, com a possibilidade de inundações provocadas pela ocorrência de precipitações intensas, e as duas ribeiras que a atravessam, com a possibilidade de cheias por aumento dos seus caudais.
Em ambos os casos, provocados por fenómenos naturais, a maior ou menor capacidade de drenagem das águas da ribeira e dos detritos transportados, pode determinar o tamanho dos prejuízos sofridos. Isto, já não considerando a possibilidade eventual de ocorrência de fenómenos extremos (tempestades de granizo, relâmpagos e queda de raios; ventos ciclónicos, tornados, incêndios florestais, etc.) que, regra geral, deixam atrás de si um rasto de destruição maior.

Após os incêndios do ano passado, esse risco foi potencialmente agravado pelo facto da cobertura vegetal que cobria as encostas dos montes circundantes, ter desaparecido desfeito em cinzas ou ficado muito reduzida, podendo o aumento das águas pluviais causar derrocadas ou deslizamento de terras.

Tudo isto é do conhecimento dos habitantes da nossa aldeia e tem sido uma preocupação constante dos sucessivos presidentes da Junta de Freguesia que, ao longo dos seus mandatos, tudo têm feito para manterem o curso das águas das ribeiras da Mata e do Carcavão, desobstruídos, a montante e a jusante da aldeia, e não serem ocupados por construções ou bloqueios, ainda que temporários, ou ainda assoreamentos por detritos acumulados que possam comprometer a normal circulação ou drenagem das águas, nos casos de maior velocidade de escoamento.

Já o Dr. Mário Mathias refere, nas suas crónicas, uma cheia da Ribeira da Mata, em 8 de Setembro de 1868, causada por um grande temporal de chuva e granizo, durante o qual caiu uma violenta tromba de água nas vertentes da Picota e do Fomarigo que derrubou todas as pontes existentes na Benfeita e até a do Pisão de Côja que era de pedra, tendo alagado o antigo Cemitério do Adro, cobrindo-o com mais de dois palmos de altura de águas barrentas que só não entraram dentro da igreja porque os lodos e as imundices se acumularam junto à porta, bloqueando-a.


No passado dia 15 de Julho, domingo, tarde da final do mundial de futebol, repentinamente, por volta das 17 horas, registou-se na ribeira da nossa aldeia uma enchente de água e lama que, galgando a margem junto à barreira do açude da praia fluvial, cobriu parte da avenida, ameaçando levemente a entrada da Igreja Matriz, do Centro Social e do Lar de Idosos, mas que nunca estiveram em grave risco de inundação.

A comporta encontrava-se fechada e a piscina a funcionar, como normalmente sempre acontece nesta altura do ano. A tarde estava calma e não chovia, embora tivessem caído alguns salpicos no período da manhã.

Calcula-se que o aumento do caudal da ribeira, ou cheia repentina, tenha sido consequência de uma "cabeça d'água" formada após chuva intensa caída na zona do Monte Frio e Moura da Serra e por toda a cumeada da Serra do Açor, que aumentou os níveis da água e provocou uma enxurrada que se terá dirigido com maior intensidade para a zona de Pomares.

No Facebook começaram logo a aparecer fotografias e vídeos que, à falta de qualquer comentário, esclarecimento ou explicação do fenómeno e da sua extensão ou gravidade, poderiam lançar algum alarme junto da diáspora benfeitense; mas, tudo não passou de um pequeno susto, principalmente para os mais pequenos que brincavam junto à foz do Carcavão, no Areal, mas donde logo saíram mal viram o nível das águas a subir e a sujidade e lodo que carregavam na altura em que tudo começou.

A enxurrada foi imediatamente reportada à Junta de Freguesia que, desde logo, iniciou a retirada do tapume do açude para permitir maior capacidade de drenagem ao ímpeto das águas e à sua velocidade de escoamento, no que mereceu o envolvimento activo da população presente, mas, devido à rapidez com que tudo se desenvolveu, não foi possível evitar que a água galgasse o muro e cobrisse grande parte da avenida até ao Lar. Mas, ao fim de meia-hora, já o leito da ribeira se encontrava normalizado, apenas com grande acumulação de lamas e detritos ao longo da avenida que, no dia seguinte, a Junta de Freguesia e os bombeiros de Côja, ajudaram a limpar.

Agora, com a tranquilidade habitual da Benfeita, já está tudo em Paz e harmonia para receber os nossos visitantes no próximo "Querido mês de Agosto". Até lá!

Esperemos que a Junta de Freguesia possa incluir nas suas práticas associadas à questão ambiental e à prevenção, paralelamente com a gestão do risco de incêndio, a informação e a orientação adequadas à população imigrante que se possa vir a estabelecer junto ao leito da ribeira, alertando para a sua consequente exposição ao risco de cheias e inundações.

VIVALDO QUARESMA


SITE DA BENFEITA - 07/05/2018

O 7 de Maio, na Benfeita!

Celebramos a Paz!Há 73 anos (de 1945 a 2018) que, na Benfeita, se vem celebrando anualmente, nesta data, o fim da guerra na Europa.

— Porquê? Porque celebra o fim da guerra? Porque:
1º Portugal passou por uma infausta experiência de guerra em Moçambique e em França, que espalhou o luto e a dor em milhares de famílias portuguesas, entre 1914 e 1918, na bem conhecida Primeira Guerra mundial;
2º Após a eclosão da Segunda Guerra mundial, em 1939, o povo português, ainda traumatizado pelos resultados da guerra anterior, temia uma nova participação portuguesa, numa altura em que já se sentia uma enorme pressão sobre o país;
3º O governo português, pobre, endividado e ainda de luto pelas mortes ocorridas na Primeira Guerra, decidiu não participar na contenda, apresentando-se definitivamente ao mundo, em 1940, como país neutral e pacífico!

— E para quê? Para que celebra o fim da guerra? Para:
1º Anunciar que, finalmente, a Segunda Guerra tinha acabado na Europa e se esperavam tempos de Paz entre as nações;
2º Homenagear os Portugueses que conseguiram manter a neutralidade de Portugal neste segundo conflito europeu, entre 1939 e 1945;
3º Homenagear os combatentes portugueses, de uma maneira geral e, em especial, evocar os soldados benfeitenses que lutaram em nome da pátria, na Primeira Guerra.

— E como? Como se celebra o fim da guerra na Europa, ou, a Paz Portuguesa?
A Segunda Guerra já durava há mais de 5 anos e a situação em Portugal, embora de paz, era de grande constrangimento social, com greves sucessivas e descontentamento geral. Toda a gente aspirava por tempos de maior tranquilidade e até se faziam promessas…
... em Lisboa, já se constava que os Bispos Portugueses, por desejo expresso do Cardeal Cerejeira, de 1934, quando visitou o Rio de Janeiro e viu a imponente imagem do Cristo Redentor, tinham prometido, em 1940, mandar erigir um monumento ao Sagrado Coração de Jesus, o que consideravam ser um dever de gratidão nacional, de profundo agradecimento a Cristo, se Portugal fosse poupado da Guerra, promessa que apenas foi formalmente declarada em 1946 e o monumento ao Cristo Rei só viria a ser inaugurado em 1959, depois de aplicadas mais de 40 mil toneladas de betão;
Na Benfeita, Leonardo Mathias, em 1944, prometeu mandar fazer uma torre, mais modesta, em pedra de xisto, para homenagear o homem que se opôs tenazmente à participação portuguesa na Segunda Guerra Mundial, António de Oliveira Salazar!
E logo o seu filho, o Dr. Mário Mathias, prometeu mandar fazer um sino, para colocar na referida torre, para anunciar o final da guerra, quando isso acontecesse.

Todos prometeram e todos cumpriram!

E desde o dia 7 de Maio de 1945, dia em que a guerra acabou na Europa, o célebre Sino da Paz da Benfeita, único em todo o território nacional, actual e passado, insular e ultramarino, e que bem se poderia chamar "Sino da Paz Português", celebra a paz portuguesa e homenageia todos os homens que para ela contribuíram, políticos e combatentes, nomeadamente aqueles que tiveram de pegar em armas, pela primeira vez em suas vidas, para defenderem o nome de Portugal no primeiro conflito que durou 54 meses, ou mais propriamente 1620 dias, tantos quantas as badaladas que o relógio da torre "dispara" sobre o Sino da Paz!

Oiça o toque do Sino da Paz! Hoje, 7 de Maio de 2018, dia de sol radioso, o Sino da Paz Português, ex-libris da nossa aldeia voltou a tocar as suas 1620 badaladas, badaladas que ninguém conta, porque são muitas, como muitos foram os dias de dor e sofrimento que ninguém quer voltar a viver, mas que todos receiam estarem próximo, de novo, porque o homem e o político esquecem com facilidade e não ouvem os apelos de um modesto sino, longínquo e distante, escondido nas pregas da serra!

Por ser um dia normal de trabalho (segunda-feira), o local estava deserto (com a excepção de alguns membros da Junta de Freguesia e de mais três ou quatro pessoas), não tendo aparecido ninguém para cantar o hino da paz. O grupo coral está cada vez menor, por envelhecimento e morte de alguns dos seus participantes e, mais uma vez, o mecanismo do relógio da torre "despachou" em 55 minutos, a uma cadência de 30 repiques (marteladas!) por minuto, a tarefa que, em tempos, demorava mais de uma hora e meia, em nada dignificando a pausada solenidade de outrora exigida para o momento.

VIVALDO QUARESMA


SITE DA BENFEITA - 06/05/2018

FESTA DA PAZ
Hélder Bruno, ao piano, na Benfeita!

Neste domingo, Dia da Mãe, pelas 17 horas, perante uma audiência interessada, o pianista Hélder Bruno, apresentou no Quiosque da Benfeita, um mini-concerto ao ar livre, integrado nas comemorações do 7 de Maio, Festa da Paz na Benfeita, promovido pela ADXTUR, Município de Arganil e Junta de Freguesia de Benfeita, entre outros.

Nele foram magnificamente interpretados, durante cerca de 40 minutos, 8 temas de sereno e terno encantamento que muito agradaram a toda a audiência.

Após o concerto, a organização ofereceu um lanche com produtos da gastronomia local, a todos os presentes.

E a chuva, que inicialmente ameaçou estragar o convívio, apenas o baptizou ternamente, dando ainda mais encanto ao momento.

A tarde abriu novamente com um sol radioso permitindo uma degustação tranquila e agradável, tal como se viria a transformar toda a tarde.

VIVALDO QUARESMA



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